sexta-feira, setembro 23, 2011



vigília

noite embala melancolia
ruídos
- zombam em gotas

pálpebra
cristalizada
tomba exausta

- o porto é insone -
pensamento voa
brota o desejo
de abraçar o silêncio
e um poema
parir

cláudia gonçalves

11 comentários:

Marisa Vieira disse...

Que lindo minha amiga/poeta amada!
Muitas saudades,
beijodamarisa

Paulo disse...

Cacau, estive aqui sempre bom te ler poeta do Sul! Beijão pra ti!

Paulo Ednilson

F. SILVA disse...

brincadeiras à parte, legal seu poema

jac rizzo disse...

As vezes em que não durmo
não é o sono que me falta

é a vida que me bate à porta
com estrondoso barulho...

Abraço carinhoso!

alexandre guardiola disse...

muito legal a tua poesia.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Cláudia, cliquei num quadrinho,
entreretratos, e caí no Entrelinhas.
Dei logo de encontro com Lorca, já gostando daí..depois li primores poéticos, que são seus belos poemas.
Instalei-me! Vou voltar!

Um abraço
Lúcia

flaviopettinichiarte disse...

Claudia:
Iniciar um verso desde a nudez e ,a pesar disso, vestir o espaço da poesia é coisa para poucos.
Não somente de poetas, tem muita poesia vazia que só suja as retinas e nada diz ao nada.
Despir o verso de toda norma e exilar o dogma, é assunto de Grandes Pessoas.
O sucinto tem a qualidade dos momentos mágicos, que quase sempre são Breves!
Parabens!!!
Flavio Pettinichi - 16- 10- 2011

Free Ads disse...

wow just superb

Renato de Mattos Motta disse...

sempre desisto
da seda do sono
e escolho
a escrita

Aroeira disse...

é isso aí: o poema é parido.

Victor S. Gomez disse...

Me senti como se estivesse quase dormindo. bj