
segunda-feira, novembro 26, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
terça-feira, novembro 13, 2007
quarta-feira, novembro 07, 2007
sábado, novembro 03, 2007
segunda-feira, outubro 29, 2007
quarta-feira, outubro 10, 2007
quarta-feira, setembro 12, 2007

desCaso
A ferro e fogo
marcados estão
com o prato vazio
...o sorriso tragado
por promessas em vão
no coração só mágoa
o sol? só uma bola
de onde desce o calor
na água do poço
não há reflexo
...só lama e dor
olhando a lua
o que vêem é o breu
estrelas?
beleza não têm
...só mesmo tristeza
medo até de dormir
pavor de acordar
são homens sem teto
com medo de amar
Cláudia Gonçalves
A ferro e fogo
marcados estão
com o prato vazio
...o sorriso tragado
por promessas em vão
no coração só mágoa
o sol? só uma bola
de onde desce o calor
na água do poço
não há reflexo
...só lama e dor
olhando a lua
o que vêem é o breu
estrelas?
beleza não têm
...só mesmo tristeza
medo até de dormir
pavor de acordar
são homens sem teto
com medo de amar
Cláudia Gonçalves
quarta-feira, setembro 05, 2007
quarta-feira, agosto 22, 2007

Lagoa
vestida de cristalreflete o azul do céu
o verde das folhas
dançando ao vento
lagoa dos patos
aqui me liberto
transbordo em magia
rejuntando partículas
colhendo estrelas
dispo-me de mim
densa... sinto-me lua
e me vejo crescente
liberta inteira
em ondas sonoras
tuas águas me embalam
entrego-me e calo.
Cláudia Gonçalves
sexta-feira, agosto 17, 2007
Sol noturno
quinta-feira, maio 03, 2007
Dueto Cacau & Marçal

Insone
Noite embala
suave melancolia
enquanto o silêncio
zomba em gotas
pálpebra
cristalizada
tomba exausta
mas o porto é insone
o pensamento voa
e brota o desejo
de com palavras bordar
e um poema esculpir
invadir o silêncio
e a insônia banir
Cláudia Gonçalves
banirei a insônia
pra invadir o silêncio
e ao esculpir o Poema
bordarei palavras
brotadas do desejo
deixarei propositalmente
o pensamento voar
neste porto insone
exausto vejo tombar
em cristais,
pálpebras
zombeteiras em gotas
de silêncio
porque suave
e melancolicamente
quero rimar no embalo
a noite linda!
Marçal Filho
domingo, abril 29, 2007
Rebento
Rebento
Que seja pleno
se tardar...tanto faz
quero agarrar o poema
com as unhas do coração
e não negar
o que explode em mim
quero rasgar o peito
com um verso feito
...que seja bobo
ou que me questione
mas que me leve
e me aprisione
Cláudia Gonçalves
quinta-feira, abril 05, 2007

Ultravida
Ah! Devolva-me intacta
a brisa perdida nos descaminhos.
Que o cinza não cubra o arco-íris
e no rebento da onda
não me fuja a poesia.
Rejuvenesço,
enquanto o tempo
mata a vida nas dobras da pele.
Carcomidas pela ferrugem das horas
as dobradiças do tempo
não articulam novos movimentos.
A poesia flana na alma
enquanto a morte
agiganta-se na carne.
O corpo atracado no porto,
assiste ao poente
que repete paisagens do que foi
vivido, cismado, divagado, perdido.
A alma, em outras paragens,
navega em mar alto,
com a certeza
de que depois do porto
nada é findo, mas inefável...
Não há como fugir nem fingir, começo a crer:
há um desarranjo no duplo que me faz.
Cláudia Gonçalves & Ednilson de Paulo
a brisa perdida nos descaminhos.
Que o cinza não cubra o arco-íris
e no rebento da onda
não me fuja a poesia.
Rejuvenesço,
enquanto o tempo
mata a vida nas dobras da pele.
Carcomidas pela ferrugem das horas
as dobradiças do tempo
não articulam novos movimentos.
A poesia flana na alma
enquanto a morte
agiganta-se na carne.
O corpo atracado no porto,
assiste ao poente
que repete paisagens do que foi
vivido, cismado, divagado, perdido.
A alma, em outras paragens,
navega em mar alto,
com a certeza
de que depois do porto
nada é findo, mas inefável...
Não há como fugir nem fingir, começo a crer:
há um desarranjo no duplo que me faz.
Cláudia Gonçalves & Ednilson de Paulo
Paulo Obrigada pela feliz parceria nesta poesia.
Foi um grande prazer escrever com vc!
Foi um grande prazer escrever com vc!
Te adoro meu amigo!
Poetabeijocacau.
Poetabeijocacau.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Anjo sem asas
O sol acorda sorrindo
ao menino
de olhos fundos.
a ferro e fogo
espancado
estômago gargalha.
olhar insano
do destino corrompido
infância queimada
pobre menino
café com pão
manteiga não
contido o sorriso
pegadas de dor
na corrida do sonho
café com pão
comida não
um silêncio noturno
traz no olhar...
nem café nem pão.
Cláudia Gonçalves e Benvinda Palma
Lua no Breu
A lua, quando nasce, é um cisco
Semente... serenata
Flutuando ao léu
De corpo crescente ou minguante
Uma nau brincante no céu
Que navega e reluz
Entre as estrelas
Entalhes de prata
Luz que silencia no alto
Um enigma que a todos conduz.
Caminhemos, tu e eu
Em alento, júbilo de peregrino
Pela clara beleza da noite
Enquanto a lua, agora plena
Vai desafiando o breu.
Cláudia Gonçalves & Ricardo Reis
terça-feira, fevereiro 13, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Círculo morto
Éramos círculo morto
velas trancadas no peito
corpos gêmeos em cortejo
demarcando o circo do todo
fecharam-se às cortinas
grafadas de intensa busca
da solidão túnel da boca
afundada em fumaça garganta
vinham acordes de terra umedecida
num chão de dor arterial
dos anos e anos da vida entalhada a frio.
éramos nós quando tudo era ausência,
e no centro da essência
destilou o aroma presente,
mas com um passo a frente,
estávamos a doisperdidos
nos descaminhos.
Cláudia Gonçalves e Marko Andrade
sexta-feira, janeiro 26, 2007

Sal
largo agora
os meus braços cansados
fecho meus olhos úmidos
lacrimejados
de nada valem as palavras
inverteu-se o verso
o suco da minha dor
largo em cima do papel
o meu coração estampado
sangrado em fios
de arame farpado
quebrado o cristal
o lilás se fechou
na saudade esquecida
deixe-me quietinho
voltarei a sorrir
somente agora
neste efêmero momento
triste...meus versos
estão todos molhados
com perfume de jasmim
que meus olhos derramaram
Cláudia Gonçalves e Ludiro
segunda-feira, janeiro 01, 2007

Momento
Um sobejo de luar
espalhando
aroma de vinho
o corpo acolhido
em brumas de seda
aflorando desejos
o amor a bala-lança
num broto de manhã
um sol furta-cor
pinta e borda
e o tempo em sintonia
com o universo
que o desejo toca
move-se lento
no sal do corpo
um silêncio terno
sorvendo
o sabor do momento
Cláudia Gonçalves
Um sobejo de luar
espalhando
aroma de vinho
o corpo acolhido
em brumas de seda
aflorando desejos
o amor a bala-lança
num broto de manhã
um sol furta-cor
pinta e borda
e o tempo em sintonia
com o universo
que o desejo toca
move-se lento
no sal do corpo
um silêncio terno
sorvendo
o sabor do momento
Cláudia Gonçalves
terça-feira, dezembro 26, 2006

Floral
te trago cheiros
aroma de Flores
jasmim, cravo
rosa, lírio,
margaridas...
pincelada de paixão
ao ultrapassar
a fronteira do abraço
palavras voam
em bandos...
tangido no tecido pele
o nervo se contrai
buscando em cada eco
matizado de arco-íris
som de rouxinóis
amarelo malva
em luz rubro-fogo
brotam girassóis
Cláudia Gonçalves
te trago cheiros
aroma de Flores
jasmim, cravo
rosa, lírio,
margaridas...
pincelada de paixão
ao ultrapassar
a fronteira do abraço
palavras voam
em bandos...
tangido no tecido pele
o nervo se contrai
buscando em cada eco
matizado de arco-íris
som de rouxinóis
amarelo malva
em luz rubro-fogo
brotam girassóis
Cláudia Gonçalves
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Quintana

Paródia
Parafrasenado Drummond em homenagem a Quintana.
No meio do caminho tinha um Quintana
Imortal...porque
Tem um Quintana no meio do caminho!
Terá um Quintana no meio do caminho...
No meu caminho tem um Quintana
Em cada coração sensível,
Entrará um Quintana
No meu caminho,
no seu caminho,
no nosso caminho
Lá estará um Quintana
No meio do caminho...
Cláudia Gonçalves
segunda-feira, dezembro 11, 2006
*****
terça-feira, novembro 21, 2006

Mãos de meninos
em esquinas e becos
tem mãos de meninos
que roubam
que matam
que morrem.
na pele, no osso
o medo, o terror
e na noite vazia
tem nas mãos de meninos
pedra, punhal...
ou serão
gotas de sonhos
que não germinaram
com os sentidos bloqueados
entre lama e fantasmas
o que tem no abandono
é o belo em carrancas
que traduz o escuro
o avesso da vida
corroendo a alma
com total dissabor
e nas mãos de meninos:
pedaços de nada
a bandeira da dor.
Cláudia Gonçalves
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