
Absinto
nos cantos da casa
amores_vestígios
nuvem evidente
a bulir o instinto
jogada ao vento
a certeza furtiva
que algo no tempo
perdeu o sentido
o acre sabor
congela o gemido
-nos porões da alma
adormece a ferida-
Cláudia Gonçalves
"Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia." Garcia Lorca.
5 comentários:
SOLARIUM SOLARIS SOLIS
não há alí sombras que perdurem
SORRISOS SOLICITUDES SONHOS
não há sombras que a perturbem
SUAVE SOA SOPRA SULES
somente jogos de sombras e luz
orlandopinhodsilva24072008.
claudia inspira.
musa
fenix
volteia
sobrevoa
cinzas
rediviva
sempre
aurea
aureolada
em amor
não deixes
mais espaços
pra dor.
bj.
...jogada ao vento
a certeza furtiva
que algo no tempo
perdeu o sentido...
Lindo Cacau gosto muito desta forma de fazer poema... Parabéns! Está lindo teu blog!
Aparece no retratos da alma tem atualizações lá beijão.
Paulo.
Oi amiga!!
Adoro todos teus poemas, mas este aqui é simplesmente sensacional!
Ficou sonoro, melancólico ..."redondo"!
É um poema lindo e delicado como uma jóia!
Mil beijos querida!!
estava com saudades de seus versos e passei para deliciar-me!
amei o poema, conciso e belo!
beijoPoesia*
Marisa Vieira
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