sexta-feira, agosto 17, 2007


Utopia

não é nada
é só poeira de sonho
de uma noite de outono

até esqueci
e deitei no vácuo
que ocupou meus ais

é só uma miragem
Pintando a face
de um amor distraído
que tropeçou no silêncio
e amanheceu você.

Cláudia Gonçalves.

7 comentários:

andré boniatti disse...

nesse poema tu arrebentou, claudia, que lindo este final...

Pintando a face
de um amor distraído
que tropeçou no silêncio
e amanheceu você.

bjo aquecido pela tua poesia, guria, té mais.

André

Olivia Nascimento disse...

Bem, o que comentar perante tão bela expressão! espero de todo coração que vc se desenvolva cada dia mais e que vc consiga realizar todos os seus objetivos... nós seres humanos possuimos defeitos e virtudes que devem ser valorizadas, e eu estou aqui te escrevendo para te dar os parabéns por vc ser essa pessoa maravilhosa e contagiante que com suas palavras define as coisas que aparentemente não podem ser definidas! Um bjão e sucesso da sua amiga de sempre Olívia Nascimento

Lenise marques disse...

Cacau,teu "Utopia" está divino!!
Pequeno, lírico, lindo! Amei!
"poeira de sonho de uma noite de outono" é pra matar!!
Durma poesia e amanheça sonho (como teu poema)!
Beijos poeta linda dos pampas!

Lenise.

analuka disse...

Muito belo, e delicado, este teu poema!...Sim, poeiras de sonhos, farelos de fantasias, pedaços de nuvens... nos fazendo flutuar nas asas da poesia...
Beijinhos alados, querida.

tadeu paulo disse...

Cláudia "UTOPIA", o poema; tua técnica, inspiração, recursos de figuração e telas representativas de tua descrição, bem reais, fantásticas e limpas! Nunca deixa excessos ou rebarbas a serem aparados. Gosto disso em você, mas o lirismo, Cacau, é deslumbrante.
Beijos, Pai-poesia.

San disse...

"...poeira de sonho/um amor distraído que tropeçou no silêncio
e amanheceu você."


Sensibilidade e percepção nos lindos versos. Adorei!

Beijo

Sérgio Araujo / Chico Araujo disse...

Cacau, minha querida, tô voltando... pra sua poesia em diálogos que sejam sustos e rebeldia.

RETORNO

Chico Araujo

volto num
agora
que já não é
quando
enquanto
as ondas
os mares
espumam
em pedras
em dores
em ais
no cais
na praia
sem beira nem eira

deito-me
no instante
que é
que sou
e me estendo
na esteira
do rumo
pelo qual
vou